Abstract
RESUMO – OBJETIVO. Apresentar as causas de óbito tardio dos pacientes submetidos à transplante hepático. MÉTODOS. Um total de 209 pacientes foram submetidos a 223 transplantes hepáticos (14 retransplantes). Os protocolos de estu-dos computadorizados foram avaliados para determinar as causas de óbito tardio (> 6 meses após o transplante). RESULTADOS. Dos 209 pacientes, 30 foram a óbito tardio. A rejeição ductopênica (rejeição crônica) foi a causa mais comum, sendo observada em 10 pacientes. O tempo de pós-transplante por ocasião do óbito desse grupo de pacientes variou de 11 a 57 meses, com uma média de 29 meses. Sete morreram durante a internação hospitalar para realização de retransplante hepático. As outras causas de óbito foram sepse, doença linfoproliferativa, insuficiência renal crônica e insuficiência hepática. CONCLUSÃO. A causa mais comum de óbito após seis meses de transplante hepático é a rejeição ductopênica, seguida das compli-cações de retransplante e sepse. Morte devido a rejeição ductopênica pode ocorrer até muitos anos após transplante. UNITERMOS: Transplante hepático. Rejeição de enxerto. Mortalidade.
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Coelho, J. C. U., Parolin, M. B., Matias, J. E. F., Jorge, F. M. F., & Canan Júnior, L. W. (2003). Causa de óbito tardio em transplantados de fígado. Revista Da Associação Médica Brasileira, 49(2), 177–180. https://doi.org/10.1590/s0104-42302003000200037
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