Abstract
O presente trabalho pretende, a partir da análise de duas modalidades de espaços públicos urbanos (a praça e o parque), discutir a evolução dos espaços abertos de uso coletivo nas cidades. O ponto de partida foi a necessidade de compreensão do significado de ambos os conceitos, já que, gradativamente, vem se tornando bastante difícil a caracterização dos espaços públicos urbanos, devido à multiplicidade de expressões formais e espaciais das novas propostas, que permitem uma percepção sensorial bastante variada e muitas vezes original. Não se buscam definições definitivas, mas a análise de situações onde se m es clam referências, que, isoladamente, não permitem o entendimento global destes espaços. Vale lembrar, ainda, que a questão vem sendo tratada de ma neira simplista, que remete a concepções limitadoras e ultrapassadas. Assim sendo, considerarmos que a abordagem da questão só poderá se iniciar frente à leitura simultânea dos seguintes aspectos: o papel urbano do espaço analisado, sua relação com o entorno e com a estrutura espacial da cidade; sua inserção na paisagem que o gerou e sobre a qual atua; histórico e forma ção, com ênfase no aspecto funcional e formal, além de aspectos propria mente físicos tais como: porte, configuração espacial, localização e disposição, relação com o sistema viário, área de abrangência, relação entre escalas verti cais e horizontais, visuais internas e externas. Talvez a somatória destes itens nos permita entender os espaços existentes, fornecendo subsídios às discussões ligadas ao planejamento de novas estrutu ras espaciais urbanas, pois, como é freqüente, o estudo de aspectos isolados (isto é, somente, a evolução histórica ou físico-formal ou outros quaisquer), não tem possibilitado o aprofundamento conceituai do assunto, denotando uma defasagem entre teoria e prática, dada a velocidade com que esta última vem propondo novas soluções, ainda pouco compreendidas. A praça poderia ser caracterizada fisicamente como uma manifestação espa cial resultante da malha urbana e tradicionalmente presente desde a cidade 113
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Galender, F. C. (1992). Considerações sobre a conceituação dos espaços públicos urbanos. Paisagem e Ambiente, (4), 113. https://doi.org/10.11606/issn.2359-5361.v0i4p113-120
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