ENTRE VISÍVEL E INVISÍVEL, PARA ALÉM DO ENTENDIMENTO: O TEMA DA NATUREZA NO ÚLTIMO MERLEAU-PONTY

  • Mousinho Martins P
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Merleau-Ponty dedica-se ao tema da natureza a partir de meados da década de 1950, quando sua crítica à “fi losofi a do entendimento”, sobre a qual o pensamento operatório da ciência está fundado, leva-o à revisão radical das categorias com as quais o ser natural era tradicionalmente tratado. A investigação do conceito de natureza surge como “propedêutica” para uma autêntica ontologia, tendo um importante papel na superação dos pressupostos “refl exionantes” da fenomenologia. Redescobrir a natureza como “solo”, mantendo-a aquém da antinomia realismo/idealismo, exige dissolver a ideia que funda a própria antinomia: o ser como “plenitude absoluta” ou “infi nita positividade”, segundo a qual o ser ou bem comporta tudo, ou então não é nada. Esse trabalho, que marca o último período da vida do fi lósofo, distingue-se pela reação à ideia de negatividade presente em seus próprios escritos anteriores, mas também no pensamento francês de sua época, especialmente o de Sartre. O caráter antitético ou contraditório da oposição ser/nada será combatido pela análise das categorias (não alternativas) de visível e invisível, que o fi lósofo explorará sobretudo no âmbito da experiência pictórica, nele encontrando um importante suporte para sua refl exão ontológica.

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Mousinho Martins, P. (2010). ENTRE VISÍVEL E INVISÍVEL, PARA ALÉM DO ENTENDIMENTO: O TEMA DA NATUREZA NO ÚLTIMO MERLEAU-PONTY. Revista de Filosofia Aurora, 22(31), 469. https://doi.org/10.7213/rfa.v22i31.2521

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