A relação entre as características sociais e comportamentais da adolescente e as doenças sexualmente transmissíveis

  • Taquette S
  • Andrade R
  • Vilhena M
  • et al.
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Abstract

OBJETIVO: Conhecer algumas características sociais e comportamentais das adolescentes do sexo feminino com DST e compará-las com as adolescentes sem DST atendidas no NESA-UERJ (Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro) para identificação de possíveis fatores de risco às DST. MÉTODOS: Foi realizado um estudo observacional, transversal, através de entrevistas semi-estruradas com adolescentes que procuraram atendimento no NESA entre agosto/01 e julho/02. Na análise dos dados, computamos a freqüência das variáveis e fizemos comparações entre os dois grupos de adolescentes, com e sem DST, aplicando-se o teste Qui-quadrado com nível de signficância de 5 por cento. RESULTADOS: Entrevistamos 251 adolescentes, sendo 78 (31,1 por cento) sexualmente ativas portadoras de DST, 83 (33,1 por cento) sexualmente ativas sem DST e 90 (35,8 por cento) ainda virgens. O primeiro coito ocorreu em média aos 15 anos em ambos os grupos de sexualmente ativas e o diagnóstico de vulvovaginite revelou-se com mais freqüência. Comparando as jovens com DST com as que não tinham, observou-se, respectivamente, atraso escolar em 41 por cento e 23,1 por cento (p<0,05), uso de bebidas alcoólicas no último mês em 43,6 por cento e 25,4 por cento (p<0,05), consumo de outras de drogas em 15,4 por cento e 2,9 por cento (p<0,05), não viviam com ambos os pais 73,1 por cento e 46,8 por cento (p<0,05), violência intrafamiliar em 52,6 por cento e 38,1 por cento (p<0,05), sofreram abuso sexual 33,3 por cento e 11,6 por cento (p<0,05) e não utilizaram preservativo nas relações sexuais 80,3 por cento e 59 por cento (p<0,05). CONCLUSÕES: Os resultados indicam uma multiplicidade de fatores de risco às DST entre as adolescentes estudadas. Pensamos que a intervenção das equipes de saúde no sentido de diminuir a incidência das DST na adolescência deve incidir primordialmente na promoção do uso constante do preservativo em todas as relações sexuais, visto que a redução dos outros fatores de risco parece depender mais de ações que ultrapassam o âmbito da saúde. (AU)

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Taquette, S. R., Andrade, R. B. de, Vilhena, M. M., & Paula, M. C. de. (2005). A relação entre as características sociais e comportamentais da adolescente e as doenças sexualmente transmissíveis. Revista Da Associação Médica Brasileira, 51(3), 148–152. https://doi.org/10.1590/s0104-42302005000300015

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