Abstract
Título Taxa de mortalidade hospitalar por acidente vascular encefálico (AVE) no período de 30 dias após a internação (no mesmo hospital) Fonte World Health Organization (WHO) Regional Office for Europe – Projeto "Performance Assessment Tool for quality improvement in Hospitals" (PATH). Definição Número de óbitos hospitalares que ocorreram no período de 30 dias após a internação inicial aguda (no mesmo hospital), dentre os casos identificados no denominador, dividido pelo número de pacientes internados, com 15 anos ou mais, com diagnóstico principal de AVE (inclui AVE isquêmico e hemorrágico), vezes 100. Nível Informação Resultado Dimensão da Qualidade Efetividade clínica; segurança Numerador Número de óbitos hospitalares que ocorreram no período de 30 dias após a internação inicial aguda (no mesmo hospital), dentre os casos identificados no denominador. Denominador Todos os pacientes internados, com 15 anos ou mais, com diagnóstico principal de AVE (inclui AVE isquêmico e hemorrágico). CID-10: I61, I62, I63, e I64. Definição de Termos Todos os pacientes são incluídos, sejam pacientes transferidos ou não. Além disso, três indicadores são computados e relatados simultaneamente em subamostras: -Pacientes não transferidos de/para outro hospital; -Pacientes transferidos para outro hospital; -Pacientes transferidos de outro hospital. Esses subindicadores (taxa de mortalidade em pacientes não transferidos, em pacientes transferidos de/para outro hospital) podem trazer informações adicionais e ser incluídos nos relatórios. Da mesma forma, pode ser muito útil saber que porcentagem de pacientes pertence a essas subamostras. Também é possível analisar se as transferências foram feitas de ou para: casa/casa de repouso/hospital de reabilitação/hospital de atendimento agudo/outro. Para a análise dos indicadores e uma melhor compreensão das variações, sugere-se medir também a taxa de mortalidade em 24h ou 48h e a duração da internação (da internação inicial, em caso de reinternação). Racionalidade O AVE é a terceira causa mais comum de morte e incapacidade em países industrializados. A mortalidade de pacientes com AVE representa um desfecho significativo, potencialmente relacionado à qualidade do cuidado. Este indicador baseado em taxas identifica um desfecho indesejável do cuidado. Taxas elevadas ao longo do tempo justificam investigações sobre a qualidade do cuidado oferecido. A literatura demonstra relações claras entre processos e procedimentos clínicos, e mortalidade, isto é, a mortalidade é uma medida da boa prática clínica. Este indicador pode ser usado, até certo ponto, para monitorar o efeito de ações de melhoria da qualidade. Estudos internacionais revelam amplas variações na mortalidade intra-hospitalar por AVE entre distintos países e dentro de cada país. Dados do Registro de AVEs Polonês revelam uma variação de 8 a 36% na mortalidade intra-hospitalar; além disso, um grupo de estudos europeu encontrou uma variação de 17 a 56% na mortalidade em três meses segundo o país, e dados do International Stroke Trial sugerem uma variação de 18 a 28% na mortalidade em seis meses. As razões para as variações na mortalidade intra-hospitalar estão relacionadas a diferenças de confirmação de casos e mix de casos, mas refletem, em grande medida, práticas locais: os hospitais podem atrair tipos diferentes de pacientes ou possuir diferentes procedimentos para a internação e alta de pacientes. O AVC é classificado em dois grupos: AVC isquêmico (AVCi) e o AVC hemorrágico. No Brasil, o AVCi representa, segundo diferentes estatísticas, entre 53% a 85% dos casos de AVC. A mortalidade hospitalar por AVCi até 30 dias é uma das medidas usualmente utilizadas para comparar a qualidade e do cuidado, isto é, de sua efetividade. O cuidado na fase aguda deve ser efetivo para " impedir a morte do tecido cerebral. Para que o cuidado ao AVCi seja efetivo, é necessário um conjunto mínimo de tecnologias disponíveis no tempo correto, como a realização da tomografia computadorizada idealmente dentro de até quatro horas e meia após o início dos sintomas " . Além de cuidado adequado, fatores como idade, sexo, estado socioeconômico, gravidade do AVC e comorbidades influenciam o resultado do tratamento do AVCi, bem como outros relacionados ao " volume de atendimento do hospital, a existência de unidade de cuidado intensivo especializada e outras
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Gouvêa, C. (2014). Indicadores de segurança do paciente. In Segurança do Paciente: criando organizações de saúde seguras (pp. 101–114). Editora FIOCRUZ. https://doi.org/10.7476/9788575415948.0007
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