Abstract
Neste trabalho apresenta-se o estudo integral da arte móvel identificada no Fariseu (Vale do Côa). Trata-se de um conjunto de oitenta e cinco peças gravadas e quatro pintadas. Dada a proveniência estratigráfica segura da coleção, a adscrição da maior parte das peças ao Dryas recente/ inícios do Pré-boreal está perfeitamente assegurada. As caraterísticas técnicas e estilísticas dos grafismos nela presentes são comparáveis a alguma da arte rupestre do Vale do Côa, o que faz da série do Fariseu um importante referente para a datação de um vasto número de painéis gravados e pintados desta região. Essas caraterísticas são igualmente semelhantes às de grafismos de diversas estações do Sudoeste europeu, datados dos finais do Tardiglaciar, o que denota a filiação deste fácies rupestre numa tradição gráfica de âmbito geográfico mais vasto.
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Santos, A. T., Aubry, T., Barbosa, A. F., García-Díez, M., & Sampaio, J. D. (2018). O final do ciclo gráfico paleolítico do Vale do Côa: A arte móvel do Fariseu (Muxagata, Vila Nova Foz Côa). Portugalia: Revista de Arqueologia Do Departamento de Ciências e Técnicas Do Património Da Faculdade de Letras Da Universidade Do Porto, 39, 5–96. https://doi.org/10.21747/09714290/port39a1
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