Abstract
Nos últimos anos, um heterogêneo conjunto de pesquisadores, equipados com o instrumental analítico acumulado por décadas de ciência social institucionalizada, vem não apenas revisitando o en-saísmo dos anos 30, mas vasculhando a história intelectual do país e produzindo uma quantidade respeitável de análises, pesquisas empí-ricas e historiográficas, interpretações teóricas que têm contribuído para renovar nosso conhecimento dos padrões e dilemas fundamen-tais da sociedade e da política brasileiras. Esboçado em meados do sé-culo XX, tendo recebido notável impulso nos anos 70, este campo de es-tudo chegou à maturidade nos 90, constituindo-se em um dos mais produtivos das ciências sociais. Com efeito, além da emergência ou re-novação das disciplinas que investigam os fenômenos do viver em transição – como a violência urbana, a pluralização religiosa, a explo-são do associativismo, as redefinições das relações de gênero e as racia-is, as transformações do mundo do trabalho, a judicialização da políti-ca, o papel da mídia na formação da vontade política da população, a 231 * Com pequenas variações, o artigo reproduz o primeiro capítulo de minha tese de livre docência sobre Linhagens do Pensamento Político Brasileiro, defendida em dezembro de 2005 no Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo – USP diante de uma banca composta por Brasílio Sallum Jr., Francisco C. Weffort, Luiz Werneck Vian-na, Luiz Gonzaga Belluzzo e Marco Aurélio Nogueira.
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Brandão, G. M. (2005). Linhagens do pensamento político brasileiro. Dados, 48(2), 231–269. https://doi.org/10.1590/s0011-52582005000200001
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