Abstract
Neste artigo examinamos dados de uma universidade pública tomando como referência o discurso sobre internacionalização presente em seus documentos oficiais e na fala da assessoria internacional. A partir de uma perspectiva descolonial aliada a uma compreensão da língua como um discurso socialmente situado, buscamos identificar elementos que indiquem a perspectiva de internacionalização da política institucional, evidenciando possíveis marcas da lógica colonial. A análise dos documentos oficiais e da entrevista com a assessora indica uma adesão à tendência dominante que têm o inglês e os países do Norte como principal destino para a construção de parcerias internacionais, em detrimento de uma postura mais crítica que considere, em igual medida, os países da América Latina e outros do Sul-Global como possibilidades reais de investimento em parcerias mais efetivas e menos assimétricas.
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Macedo, M. do S. A. N. (2020). Internacionalização do ensino superior. LAPLAGE EM REVISTA, 6(1), 91–103. https://doi.org/10.24115/s2446-6220202061743p.91-103
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