Abstract
O presente artigo tem o intuito de provocar uma reflexão concernente à formação inicial do professor de Geografia com o enfoque para os saberes docentes e o modelo de formação universitária. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica e uma pesquisa documental visando fundamentar as explicitações teóricas empreendidas. Diante do paradigma dominante na universidade, assentado na perspectiva da ciência moderna, observam-se alguns limites para a formação de educadores capazes de lidar com a complexidade do contexto escolar contemporâneo, como a visão dicotomizada entre teoria e prática, o modelo aplicacionista e a desconsideração do caráter afetivo do trabalho docente. Repensar a formação inicial remete ao questionamento constante sobre a visão de ciência e de ensino predominante em âmbito acadêmico. Portanto, a mudança do paradigma da modernidade para o da ciência pós-moderna constitui um caminho profícuo ao pautar-se na racionalidade prático-reflexiva, na integração entre os saberes, na consideração de incertezas e na articulação entre razão e emoção. Uma formação docente baseada nestes princípios poderá contribuir para o desenvolvimento de um ensino de Geografia com cor e sentido aos educandos.
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Menezes, V. S., & Kaercher, N. A. (2016). A formação docente em geografia: por uma mudança de paradigma científico. Giramundo: Revista de Geografia Do Colégio Pedro II, 2(4), 47–59. https://doi.org/10.33025/grgcp2.v2i4.544
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