Abstract
Introdução: A diálise peritoneal é uma alternativa segura e eficaz no tratamento de pacientes com insuficiência renal crônica terminal. Desde a introdução da diálise peritoneal, a peritonite tem sido a principal complicação dessa técnica. Objetivo: Analisar a frequência da peritonite num centro de hemodiálise, situado no sertão da Paraíba, de 2005 a 2010. Métodos: Realizou-se a análise retrospectiva dos prontuários de 25 pacientes em diálise peritoneal na referida clínica de diálise. Resultados: A população foi predominantemente masculina (76%), de cor branca (80%), com idade média de 65,88 anos. O diabetes mellitus foi a doença de base mais frequente (36%), seguida de hipertensão arterial sistêmica (32%), glomerulopatias (12%), entre outras (20%). Apenas um paciente iniciou a terapia renal substitutiva por diálise peritoneal. Em 92% dos casos, o motivo de conversão para diálise peritoneal foi a exaustão de acesso vascular para hemodiálise. A média do tempo em diálise foi de 26,4 meses. A frequência geral de peritonite foi 88%. Do total, três estavam em tratamento, dois (8%) receberam alta, três (12%) foram transferidos para hemodiálise e 17 (68%) evoluíram a óbito. Conclusão: A minoria dos pacientes não apresentou peritonite. O modo inadequado da escolha de pacientes para diálise peritoneal e a falha na realização da técnica estão associados a maiores chances de ocorrência de peritonite. O estudo permitiu caracterizar uma população em diálise peritoneal ambulatorial contínua, possibilitando melhor planejamento do cuidado para evitar infecções.
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Ferreira, J. J., Rolim Neto, M. L., Macêdo, C. H. P. F., Cartaxo, J. D. S., Lima, N. N. R., Galiza, L. E. de, … Costa, É. B. de C. (2011). Manifestação clínica de peritonite em pacientes que vivem com insuficiência renal crônica. Arquivos Brasileiros de Ciências Da Saúde, 36(3). https://doi.org/10.7322/abcs.v36i3.54
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