Abstract
Through a geographic and relational reinterpretation of the start of armed nationalist struggle in Angola, this article helps to critique and move beyond common interpretations of Angola (and Africa more generally) as characterized by long-standing socio-spatial divisions. Rather than an economic protest in an enclave, the so-called «cotton revolt» actually had multiple aspects — some explicitly nationalist — in a mobilization that was forged through multiple connections spanning urban and rural areas, Malanje and Luanda, and Angola and the newly independent Congo. The revolt happened at Malanje’s transforming crossroads of an underground Luanda-Malanje political network of churches, contracted laborers and administrative personnel that intersected with Congo-based provincial political mobilization organized through trans-border ties. These combined nationalist networks articulated primarily but not exclusively with discontented peasants who faced joint state-corporate attempts to use intensified labor, spatial restructuring, control, and risks to overcome resistance and stagnating cotton production. These patterns and the ways that the colonial government and settlers responded with farm mechanization, infrastructure and regional development as counter-insurgency measures would partly shape post-independence rural development projects, and, ultimately, also now post-2002 national reconstruction. Rethinking the Baixa de Kassanje revolt in relational, geographical, and historical terms allows a more accurate understanding of the trajectories of Angolan and African political economies, and hence effective avenues for progressive social change.Através de uma reinterpretação geográfica e relacional do início da luta armada nacionalista em Angola, este artigo ajuda a criticar e ir além das interpretações comuns de Angola (e da África em geral), caracterizada por divisões sócio-espaciais e longa data. Em vez de um protesto económico num enclave, a chamada «revolta do algodão» continha de facto vários aspectos - alguns explicitamente nacionalistas – de uma mobilização forjada através de múltiplas ligações entre zonas urbanas e rurais, de Malanje e Luanda, bem com entre Angola e o recém-independente Congo. A revolta ocorreu no cruzamento transformador de Malanje enquanto rede política subterrânea de Luanda-Malanje, envolvendo igrejas, trabalhadores contratados e pessoal administrativo, que se cruzaram com a mobilização política provincial baseada no Congo e organizada através de laços transfronteiriços. Essas redes nacionalistas combinadas articulavam-se principalmente, mas não exclusivamente, com camponeses descontentes que enfrentavam tentativas conjuntas de empresas estatais de usar o trabalho intensificado, a reestruturação espacial, o controle e os riscos para superar a resistência e estagnar a produção de algodão. Esses padrões e as formas como o governo colonial e os colonos responderam com mecanização agrícola, infra-estrutura e desenvolvimento regional como medidas de contra-insurgência em parte afetariam projectos de desenvolvimento rural pós-independência e, em última instância, também agora a reconstrução nacional pós-2002. Repensar a revolta da Baixa de Kassanje em termos relacionais, geográficos e históricos permite uma compreensão mais precisa das trajectórias das economias políticas angolana e africana e, portanto, caminhos eficazes para uma mudança social progressiva.
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Grassi, A. de. (2018). Rethinking the 1961 Baixa de Kassanje revolt: Towards a relational Geo-History of Angola. Mulemba, 5 (10), 53–133. https://doi.org/10.4000/mulemba.1807
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