Abstract
Diversos estudos têm caracterizado comportamentos verbais e não verbais de terapeutas e clientes durante sessões de terapia. No presente trabalho, será apresentado o caso clínico de uma cliente atendida em uma clínica-escola por 12 sessões, cuja queixa inicial era de “tristeza muito grande” (sic). Serão apresentados os principais dados obtidos, as análises realizadas e as decisões terapêuticas tomadas após cada atendimento. As análises funcionais realizadas a partir dos relatos da cliente, nas primeiras sessões, indicam a ocorrência de diversos comportamentos de esquiva, principalmente quanto a admitir dificuldades em relação ao seu filho e à sua mãe. Ao longo da terapia, foi observado que a cliente passou a admitir que tinha diversos problemas de relacionamento na família, que estava insatisfeita com seu trabalho e que teve experiências mal-sucedidas em relacionamentos amorosos. Discute-se a importância da modelagem dos relatos verbais. Defende-se a audiência não-punitiva exercida pelo terapeuta como intervenção fundamental para establecer a relação terapêutica e para a obtenção de informações sobre as contingências em operação. Discute-se também as auto-regras formuladas pela cliente a partir das experiências mal-sucedidas nos relacionamentos amorosos. Analisa-se os sentimentos de culpa e indignidade como produtos da relação da cliente com seus pais e com a religião.
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Colombini, F. A., & Kuckartz Pergher, N. (2009). Decisões Clínicas na Terapia Analítico-Comportamental. ACTA COMPORTAMENTALIA, 17(2), 235–253. https://doi.org/10.32870/ac.v17i2.18150
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