Abstract
Objetivo: refletir sobre as estratégias de educação a distância adotadas no ensino remoto por instituições de ensino superior brasileiras no processo de continuidade de suas atividades letivas da graduação e da pós-graduação na área da saúde, no contexto da pandemia pelo novo coronavírus.Síntese de conteúdo: essa pandemia caracteriza uma crise generalizada e, com isso, a suspensão das aulas presenciais nas universidades no Brasil. Esse episódio promove um debate sobre possibilidades, riscos e consequências das estratégias de educação a distância adotadas neste momento. Por um lado, possibilita a aproximação dos indivíduos e a continuidade do ensino ante o isolamento social; por outro, acarreta a dissolução das diretrizes curriculares dos cursos de graduação em saúde. A educação a distância apresenta-se como uma forte ferramenta para desenvolver o domínio cognitivo, porém insuficiente para atender os domínios psicomotor e afetivo. A pandemia evidencia que somente práticas técnicas não são suficientes para o exercício dos profissionais de saúde, já que o contato humano é fundamental no processo de ensino e aprendizagem. Argumenta-se que é imprescindível garantir o tripé ensino-pesquisa-extensão baseado nos vínculos sociais dos futuros profissionais e na compreensão dos diferentes contextos em que atuarão.Conclusão: a educação a distância, embora relevante para o ensino remoto no momento da pandemia, deve ser realizada posteriormente em caráter complementar, e não substitutivo ao ensino presencial.
Cite
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Cavalcante, A. S. P., Machado, L. D. S., Farias, Q. L. T., Pereira, W. M. G., & Da Silva, M. R. F. (2020). Educação superior em saúde: a educação a distância em meio à crise do novo coronavírus no Brasil. Avances En Enfermería, 38(1supl), 52–60. https://doi.org/10.15446/av.enferm.v38n1supl.86229
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