Abstract
A busca pela continuidade das organizações destaca a necessidade de um equilíbrio empresarial, no qual se sobressai a preocupação não só com a lucratividade por si só, mas, também, com os colaboradores, salientando a ideia de que pessoas eficientes constroem uma empresa eficaz. Nesse sentido, observa-se uma possível reciprocidade entre a performace financeira das entidades e a probabilidade de tais companhias serem classificadas como melhores para trabalhar. Diante deste contexto, o objetivo do presente estudo consiste em verificar se o desempenho financeiro de empresas listadas na BM&FBovespa exerce influência sobre a probabilidade de tais companhias serem classificadas como melhores para trabalhar, segundo pesquisa de clima organizacional realizada pela Revista Exame Você S/A. A partir de testes estatísticos e da estimação de regressões logísticas, os resultados permitiram inferir que as variáveis independentes Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e PEVA (Participação de Empregados no Valor Adicionado) foram estatisticamente significativas e positivamente correlacionadas com um aumento na probabilidade de as empresas da amostra serem classificadas como melhores para trabalhar. Ou seja, quanto maior a rentabilidade dos recursos investidos pelos acionistas e quanto maior a parcela de riqueza criada pela empresa distribuída aos empregados, maior a probabilidade de esta ser classificada como melhor para trabalhar.
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Duarte Miranda, R., Camargos Avelino, B., & Turola Takamatsu, R. (2016). Relação entre satisfação no trabalho e desempenho financeiro das empresas. Contabilidade, Gestão e Governança, 19(3), 336–355. https://doi.org/10.21714/1984-3925_2016v19n3a1
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