Abstract
Objetivo: Este estudo visa descrever e analisar a capacidade operacional dos Estados Brasileiros para o enfrentamento da COVID-19. Metodologia: Foram levantados dados da quantidade de médicos (intensivistas e pneumologistas), leitos de UTI e respiradores em cada unidade federativa do país e, em seguida, foi avaliada a relação da oferta desses fatores com as demandas regionais. A taxa de letalidade da doença foi calculada quinze dias após o registro do 1º óbito por COVID-19, relacionando-a com a capacidade regional de enfrentamento da pandemia. Resultados: Evidenciou-se que há discrepâncias na oferta de médicos, leitos de UTI e ventiladores mecânicos para o atendimento das demandas regionais oriundas da pandemia. O Distrito Federal se destaca como a unidade federativa com a melhor relação de médicos e equipamentos hospitalares para o enfrentamento da crise, enquanto estados do norte e nordeste apresentam, majoritariamente, relações piores que as médias nacionais. Esta distribuição desigual parece interferir na condição de enfrentamento da doença com a possibilidade de impactar nas taxas de letalidade pela COVID-19. Conclusão: Existe uma discrepância da disponibilidade de recursos humanos e equipamentos hospitalares no país sugerindo uma capacidade de enfrentamento desigual da crise que pode impactar nas taxas de letalidade pela COVID-19 e colapso do sistema de saúde.
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Castro, C. S. de, Holzgrefe Júnior, J. V., Reis, R. B., Andrade, B. B., & Quintanilha, L. F. (2020). Pandemia da COVID-19: cenário do sistema de saúde brasileiro para o enfrentamento da crise. Research, Society and Development, 9(7), e516974383. https://doi.org/10.33448/rsd-v9i7.4383
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