Abstract
Mapas morfométricos e modelos digitais de terreno foram gerados utilizando-se técnicas de geoprocessamento com o intuito de subsidiar a análise neotectônica do Planalto de Campos do Jordão. Modelos digitais de terreno (MDT) permitiram uma visão global do relevo, realçando os diferentes níveis topográficos e as principais feições morfológicas, além de constituírem a base para a obtenção de parâmetros morfométricos. Mapas de sombreamento de relevo e de orientação de vertentes auxiliaram na identificação delineamentos morfoestruturais, em complemento à análise de sensores remotos. A análise de lineamentos morfoestruturais permitiu a identificação das seguintes direções principais: NE-SW/ENE-WSW, coerentes com a estruturação regional pré-cambriana, e N-S/NW-SE que refletem uma estruturação mais recente. Tais direções correspondem a falhas de reativação com componentes normais e transcorrentes relacionadas a diferentes regimes de esforços neotectônicos. Os mapas morfométricos, em conjunto com a análise estrutural, indicam um forte controle tectônico na organização da rede de drenagem e na compartimentação do planalto. A distribuição espacial da densidade de drenagem, rugosidade de relevo, gradientes hidráulicos e superficies de base permite a subdivisão do planalto em blocos menores, delimitados pelos principais lineamentos morfoestruturais. As técnicas mostraram-se adequadas para a identificação preliminar de áreas anômalas indicativas de controle neotectônico e podem ser adotadas em áreas onde dados geológicos e geomorfológicos básicos são escassos.
Cite
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Hiruma, S. T., & Riccomini, C. (1999). Análise morfométrica em neotectônica: o exemplo do Planalto de Campos do Jordão, SP. Revista Do Instituto Geológico, 20(1–2), 5–19. https://doi.org/10.5935/0100-929x.19990001
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