TECNOLOGIA ASSISTIVA E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO NO BRASIL

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Abstract

O Brasil tem 190.755.799 pessoas com deficiência, sendo que 45.941.635dessas pessoas tem entre 0 e 14 anos (IBGE, 2012). Em relação ao universo escolar o Censo Escolar de 2011 mostra que no Brasil são 437.132 alunos com deficiência matriculados no ensino fundamental (INEP, 2012). Para atender esse alunado nos últimos anos o Ministério da Educação (MEC) tem investido em salas de recursos multifuncionais, a Portaria Normativa n°13 dispõe que as salas de recursos multifuncionais constituem um espaço organizado com equipamentos de informática, tecnologia assistiva, materiais pedagógicos e mobiliários adaptados para o atendimento das necessidades educacionais especiais do aluno com deficiência (BRASIL, 2007). No Brasil Tecnologia Assistiva é definida como “(…) uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social” (BRASIL, 2007). Nessa perspectiva, o estudo teve como objetivo analisar as dissertações e teses produzidas no Brasil em relação a temática tecnologia assistiva. Para a análise foi feita a busca das teses e dissertações produzidas no Brasil, por meio do descritor tecnologia assistiva, no Banco de teses da CAPES e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (IBICT). Realizou-se a leitura e análise dos 135 resumos disponíveis, sendo identificadas as seguintes categorias: 1) ano de produção; 2) instituição; 3) nível do programa de pós-graduação; 4) objetivo do estudo; 5) tipo de categoria de tecnologia assistiva; 6) tipo de pesquisa. A análise indicou uma maior preocupação com a temática a partir de 2011, uma predominância de estudos descritivos, desenvolvidos no mestrado, com foco na descrição de uso de tecnologias disponíveis ou no desenvolvimento de produto, porém sem a análise de usabilidade e sem a preocupação com uma abordagem multidisciplinar. Houve uma predominância de estudos sobre auxílios para pessoas com baixa visão ou cegas, auxílios para vida diária e prática, e adequação postural, poucos estudos sobre auxílios para pessoas com deficiência auditiva e recursos para o esporte e lazer e a inexistência de estudos sobre sistemas de controle de ambiente.

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Braccialli, L. M. P. (2016). TECNOLOGIA ASSISTIVA E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO NO BRASIL. Journal of Research in Special Educational Needs, 16, 1014–1017. https://doi.org/10.1111/1471-3802.12355

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