Abstract
O presente artigo tem como objetivo analisar a emergência da publicação de autores relacionados à Nova Direita no Brasil tendo como foco principal a trajetória da editora Record. A editora, fundada em 1940, passou por um processo de expansão nos anos 1990 com a aquisição de editoras historicamente ligadas ao campo intelectual da esquerda como a Civilização Brasileira e a Paz e Terra. Em meados dos anos 2000, a Record deu uma nova guinada que ficou marcada sobretudo pela contratação do editor Carlos Andreazza, que passou a coordenar o catálogo de não ficção da editora, vindo a ser reconhecido como um dos maiores propulsores da nova leva de intelectuais de direita. Argumenta-se que o surgimento da nova direita como um gênero editorial consolida um processo que já vinha se desdobrando nas redes sociais e em âmbitos culturais mais restritos, passando a dar nova e mais ampla configuração a este universo.
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Silva, L. N. da. (2018). O mercado editorial e a Nova Direita brasileira. Teoria e Cultura, 13(2). https://doi.org/10.34019/2318-101x.2018.v13.12430
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