Abstract
Este estudo objetivou caracterizar os casos novos de hanseníase; analisar os aspectos socioeconômicos, demográficos, clínico-epidemiológicos e de acesso ao diagnóstico e tratamento relacionados à ocorrência de hanseníase com incapacidades físicas; e a evolução das incapacidades durante o tratamento. Foi realizada uma pesquisa de coorte retrospectiva na região de saúde de Diamantina-MG. Foram analisadas 107 notificações de hanseníase entre 2005 a 2010 e 71 entrevistas. A maioria dos diagnósticos foram multibacilares (73,2%) e com incapacidade física (79,1%). Houve relação estatística entre o desenvolvimento de deformidades físicas e os acometidos pela hanseníase com menor nível de escolaridade, com maior comprometimento neural e commaior dificuldade de deslocamento até a unidade de saúde, além de manutenção do grau de incapacidade física. Existe uma reduzida capacidade operacional da Estratégia de Saúde da Família quanto às Ações de Controle daHanseníase e necessidade de implementação da política de acordo com o Sistema Único de Saúde.
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Ribeiro, G. de C., & Félix Lana, F. C. (2015). INCAPACIDADES FÍSICAS EM HANSENÍASE: CARACTERIZAÇÃO, FATORES RELACIONADOS E EVOLUÇÃO. Cogitare Enfermagem, 20(3). https://doi.org/10.5380/ce.v20i3.41246
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