Abstract
No ritual de lamentação das almas, um grupo de pessoas envoltas por lençóis brancos, em sua maioria mulheres, sai pelas ruas e becos das cidades realizando paradas em igrejas, cemitérios, cruzeiros e encruzilhadas, lugares em que se entoam preces, benditos e incelências. As saídas acontecem durante toda a Quaresma e representam um luto anual pela Paixão de Cristo. O foco do presente estudo recai sobre o 'terno das almas', como é chamado o grupo de rezadeiras em Andaraí, cidade localizada ao sul da Chapada Diamantina. O texto apresenta um panorama da devoção com enfoque no ritual de lamentação e seus elementos principais. O objetivo do artigo é trazer os universos textual e musical dos benditos rezados no contexto do ritual para o cenário analítico, passando por uma aproximação ao jarê, uma variante do “candomblé de caboclo” na região.
Cite
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Pedreira, C. (2010). Reza não é música: a lamentação das almas na Chapada Diamantina. ILUMINURAS, 11(25). https://doi.org/10.22456/1984-1191.15532
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