Abstract
É descrita, da parte inferior do Bambuí (Proterozóico Superior) a 12,5km de Unaí, Minas Gerais, uma nova microflórula, relativamente bem preservada e abundante, encontrada em sílex negro do topo de uma sequência dolomítica caracterizada por laminação "criptalgálica" e estromatolítica. Predominam as colônias de células cocoidais, com diâmetros raramente maiores que 13 um, aparentemente planctônicas, atribuídas a 3 espécies de Myxococcoides, Glenobotrydion aenigmatis Schopf e Forma A. Menos frequentes e mal preservados são os filamentos que aqui constituem 3 morfotipos, dois deles com diâmetros inferiores a 10 um (Eomycetopsis spp.) e outro com diâmetro entre 18 e 32 um (Siphonophycus sp.). A presença de texturas filamentosas muito mal preservadas sugere que os filamentos desempenharam um papel significativo no bentos local. Raras na microflórula, são as formais cocoidais com diâmetros entre 20 e 40 um (Forma B e Forma C) e um único conjunto de células baciliformes (Eosynechococcus moorei Hofmann). Vários elementos desta microflórula são comparáveis a morfotipos já conhecidos das outras cinco microflórulas do Grupo Bambuí e parecem típicos do Proterozóico Superior.
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Simonetti, C., & Fairchild, T. R. (1989). Paleobiology de uma nova microflürula silicificada do Grupo Bambuí (Proterozoico Superior) da região de Unaí, MG. Boletim IG-USP. Publicação Especial, 0(7), 01. https://doi.org/10.11606/issn.2317-8078.v0i7p01-25
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