Abstract
O reparo e a regeneração tissulares são processos complexos. O primeiro envolve vários tipos celulares e mediadores que regulam a cicatrização sendo dependente de uma série de fatores; a regeneração tissular, por sua vez, envolve a produção de blastema e remodelamento do tecido, restaurando as funções e integridade, sem formação de cicatriz. No processo evolutivo das espécies é fato que alguns organismos têm a capacidade de regeneração total e outros apenas de cicatrização. As salamandras, hidra, caranguejos, peixes, por exemplo, possuem a capacidade de regenerar por completo partes perdidas, já o homem tem esta capacidade limitada a alguns órgãos, ou parte deles, como fígado, epiderme e até certo ponto os nervos. Entretanto, vários estudos demonstram que o feto tem a capacidade de reparar tecidos através de um processo que se assemelha à verdadeira regeneração. Nestes processos, as células e citocinas do sistema imunológico são centrais para a reparação tecidual e cicatrização de feridas. O objetivo deste trabalho foi analisar, em uma visão evolutiva, aspectos que delineiam a fronteira entre a regeneração e a cicatrização a partir de um processo inflamatório lesivo inicial.
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Ruh, A. C., Fernandes, D., Artoni, R. F., & Favero, G. M. (2013). Inflamação: entre a regeneração e a cicatrização. Publicatio UEPG: Ciências Biologicas e Da Saude, 19(1), 11–19. https://doi.org/10.5212/publ.biologicas.v.19i1.0002
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