Abstract
As empresas têxteis tem preocupações de caráter ambiental, especialmente em relação a seus processos industriais de produção, confecção e moda. Há um interesse do setor na investigação dos corantes naturais para uso em escala comercial, porém faltam estudos qualiquantitativos sobre o impacto ambiental destes produtos. Este artigo tem como objetivo avaliar a toxicidade dos corantes naturais das sementes do urucum Bixa orellana L. (Malvales: Bixaceae) e das flores do hibisco Hibiscus sabdariffa L. (Malvales: Bixaceae). A metodologia utiliza normas de toxicidade em solo com plantas superiores. Para as análises germinativas e de crescimento vegetal são seguidas as normas da ABNT ISO 11269-2:2014. O vegetal selecionado para teste foi o milho Zea mays L. (Poales: Poaceae). Os resultados apontam positivamente para a utilização destes corantes naturais, sendo que ocorreu 50% de germinação das sementes de milho no 6o. e 7o. dias de testes, respectivamente para o urucum e para o hibisco. Em todos os experimentos (12 dias), a taxa germinativa foi de 100%. O crescimento radicular e aéreo (28 dias), na presença dos corantes, acompanha os valores do controle. Nas condições experimentais empregadas, efeitos agroquímicos tóxicos graves e limitantes não foram observados na presença dos corantes do urucum e do hibisco. Os estudos devem continuar, contemplando as normas ISO e ABNT para testes de toxicidade, podendo conduzir a ações de inovação e sustentabilidade, esperadas pelo empresário e pelo consumidor do século XXI.
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Balan, D. de S. L. (2017). Corantes naturais de aplicação têxtil: avaliação preliminar da toxicidade de urucum Bixa orellana L. (Malvales: Bixaceae) e hibisco Hibiscus sabdariffa L. (Malvales: Malvaceae). Revista Brasileira de Gestão Ambiental e Sustentabilidade, 4(7), 151–157. https://doi.org/10.21438/rbgas.040715
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