Abstract
A partir da análise da trajetória do Movimento Negro brasileiro na década de 1980, o presente artigo aborda como organizações e ativistas que formam o Movimento interpretaram e se apropriaram de distintas oportunidades políticas disponíveis em diferentes contextos político-institucionais. Argumenta-se que, a partir de suas capacidades, objetivos e estratégias, os atores da rede do Movimento Negro utilizaram diversos repertórios de ação na busca da transformação do quadro de profundas desigualdades raciais no país. Enfocando elementos como o tensionamento e o ativismo institucionais, sustenta-se que a identificada institucionalização de organizações e ativistas do Movimento no período pesquisado não significou necessariamente o abandono de formas de confrontação extrainstitucional. Ao contrário, a pesquisa realizada mostra complexas relações estabelecidas entre institucionalização e contestação na trajetória do Movimento Negro, que confrontam a tradicional contraposição destes dois processos na literatura de movimentos sociais.
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Leitão, L. R. S., & Silva, M. K. (2017). Institucionalização e contestação: as lutas do Movimento Negro no Brasil (1970-1990). Política & Sociedade, 16(37), 315–347. https://doi.org/10.5007/2175-7984.2017v16n37p315
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