Abstract
The following text presents a state of the art of the field known in Ibero-America as “pedagogies of memory”, with the aim of highlighting some of the pedagogical and educational features involved in the work on social memory, drawing attention to the risks of abuse of the past and questioning the idea that memory is in itself liberating. The article is based on an analysis of academic publications produced in Ibero-American countries that have suffered violent and traumatic events in their recent past, such as Spain, Argentina, Chile, Colombia and Brazil, among others. The results reveal interesting contributions in relation to the pedagogical perspectives and educational aims of the pedagogies of memory in the context analysed. Regarding pedagogical perspectives, critical pedagogy, social constructivism and an approach to the philosophy of education known as anamnetic narrative stand out. The educational aims include the teaching of recent history as a condition for learning about events that must not be repeated, citizenship training in human rights, and the formation of political subjectivities based on the principle of alterity. It is concluded that, despite the wealth of experiences in the works analysed, the field of pedagogies of memory is still developing and there are many precautions that we need to take in order to make use of the past for educational and emancipatory purposes.El siguiente texto presenta un estado de la cuestión del campo denominado “pedagogías de la memoria” en Iberoamérica, con el fin de mostrar algunos rasgos pedagógicos y educativos que suponen los trabajos de la memoria social, llamando la atención respecto a los riesgos por los abusos del pasado y cuestionando la idea de que la memoria es per se liberadora. Para responder a este propósito se toma una base documental de publicaciones académicas producidas en países de Iberoamérica que han padecido de acontecimientos violentos y traumáticos en su pasado reciente como España, Argentina, Chile, Colombia, Brasil, entre otros. Los resultados muestran interesantes aportes en dos aspectos, como son las perspectivas pedagógicas y las finalidades educativas que revisten las pedagogías de la memoria en el contexto analizado. Respecto a la primera cuestión, se destacan la pedagogía crítica, el socioconstructivismo y un enfoque de la filosofía de la educación denominado anamnético-narrativo. Por su parte, entre las finalidades educativas se destacan la enseñanza de la historia reciente como condición para el aprendizaje de hechos que no deben volver a repetirse, la formación ciudadana para los derechos humanos y la formación de subjetividades políticas sustentadas en el principio de la alteridad. Se concluye que, pese a la riqueza de experiencias enmarcadas en el campo analizado, las pedagogías de la memoria son aún un campo en construcción y que son muchas las precauciones que requerimos para hacer uso del pasado con fines educativos y emancipatorios.O seguinte texto apresenta um estado da questão do campo denominado “pedagogias da memória” na Ibero-América, com o fim de mostrar alguns traços pedagógicos e educativos que supõem os trabalhos da memória social, chamando a atenção para os riscos decorrentes dos abusos do passado e questionando a ideia de que a memória é somente libertadora. Para responder a este propósito se toma uma base documental de publicações acadêmicas produzidas em países de Ibero-América que sofreram acontecimentos violentos e traumáticos em seu passado recente como a Espanha, a Argentina, o Chile, a Colômbia, o Brasil, entre outros. Os resultados mostram interessantes contribuições em dois aspectos como são as perspectivas pedagógicas e as finalidades educativas que revestem as pedagogias da memória no contexto analisado. Sobre a primeira questão destacam-se a pedagogia crítica, o socio construtivismo e um enfoque da filosofia da educação denominado anamnéticonarrativo. Por sua vez, entre as finalidades educativas destacam-se o ensino da história recente como condição para a aprendizagem de fatos que não devem repetir-se, formação dos cidadãos para os direitos humanos e formação de subjetividades políticas baseadas no princípio da alteridade. Conclui-se que, apesar da riqueza de experiências enquadradas no campo analisado, as pedagogias da memória são ainda um campo em construção e são muitas as precauções que requeremos para fazer uso do passado com fins educativos e emancipatórios.
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Gómez-Gómez, A. (2024). Pedagogías de la memoria para usos educativos del pasado en Iberoamérica: Estado de la cuestión. Voces y Silencios. Revista Latinoamericana de Educación, 15(2), 23–43. https://doi.org/10.18175/vys15.1.2024.12
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