Abstract
A hipertensão arterial é o fator mais potente no desenvolvimento da doença vascular aterosclerótica e um fator de risco importante para a doença arterial periférica (DAP) e suas complicações. A DAP é resultante do bloqueio das artérias que fornecem sangue aos membros inferiores, em geral secundário à aterosclerose. Destaca-se o aumento de casos de pacientes com DAP, juntamente com o crescimento da expectativa de vida, variando quantitativamente conforme o sexo e a comorbidade já em curso, tais como: hipertensão, diabetes, tabagismo; dislipidemia, idade, dentre outros. A maioria dos pacientes com DAP são assintomáticos ou não apresenta o sintoma mais presente: claudicação intermitente, mas quando sintomáticos estes podem referir dor, desconforto, queimação ou câimbra em membros inferiores. Para diagnóstico da DAP encontra-se como mais referenciado o índice tornozelo-braquial (ITB) com Doppler, mas também formas de se identificar a doença, por meio da angiotomografia, angioressonância magnética, arteriografia por punção direta, além do exame físico minuncioso, este sim imprescindível. A redução da pressão arterial sistólica (PAS) reduz eventos cardiovasculares e a meta atual para tratamento na DAP é de PA ≤ 140×90 mmHg (em diabéticos, considerar PA diastólica ≤ 85 mmHg). A terapia anti-hipertensiva deve ser administrada a pacientes com hipertensão e DAP para reduzir o risco de IM, AVC, insuficiência cardíaca e morte cardiovascular. O uso de inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA) são eficazes neste propósito e são drogas de escolha na hipertensão. Não há contra indicação aos betabloqueadores nestes pacientes. A cessação do tabagismo,exercícios, terapia com estatinas, terapia antiplaquetária com aspirina ou clopidogrel e, possivelmente, cilostazol em pacientes sem história de insuficiência cardíaca controlam parte dos fatores de risco, auxiliando assim a continuidade da assistência ao paciente com DAP quando da necessidade de angioplastia com stent, uso de balão arterial, cirurgia de by-pass, além da revascularização endovascular.
Cite
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Nogueira Bombig, M. T., Focaccia Póvoa, F., & Póvoa, R. (2020). HIPERTENSÃO ARTERIAL E DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA. Revista Brasileira de Hipertensão, 27(4), 22–29. https://doi.org/10.47870/1519-7522/20202704122-9
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