Abstract
Este estudo objetivou investigar a inserção do enfermeiro no processo de doação de órgãos no contexto da comunicação de uma má notícia. Método: este artigo foi resultado de uma pesquisa de campo, com investigação exploratória e descritiva através da abordagem quanti-qualitativa. A pesquisa foi desenvolvida na Organização de Procura de Órgãos e Tecidos que pertence a Central de Transplante da Paraíba, durante os meses de maio e junho de 2018. A amostra foi composta por nove enfermeiros e os dados foram coletados através de questionário. Foi utilizado análise de conteúdo da teoria de Laurence Bardin. Resultados: A pesquisa aponta que o principal motivo que interfere na doação de órgãos e tecidos é o desconhecimento da vontade do falecido em vida, correspondendo a 40%. A antecipação dos profissionais da Unidade de Terapia Intensiva na comunicação a família é outra dificuldade encontrada. A demora na conclusão do processo do diagnóstico, bem como captação dos órgãos, locais inapropriados para comunicação em situações críticas nos hospitais públicos e privados. Entretanto, a entrevista familiar é considerada conveniente, quando o entrevistador, enfermeiro, esclarece aos familiares sobre o diagnóstico da morte encefálica e a situação clínica do ente querido em local apropriado. Considerações Finais: o presente estudo possibilita um espaço para reflexão sobre a instável política de divulgação do assunto no estado da Paraíba. Faz-se necessário propagar informações com maior abrangência a população e comunidade acadêmica sobre o processo de doação de órgãos e tecidos no estado através de medidas educacionais em saúde, tendo em vista a importância do assunto no contexto atual. Palavras-chave: Comunicação, Doação de Órgãos, Enfermeiro.
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Andrade, D. C. (2019). COMUNICAÇÃO EM SITUAÇÕES CRÍTICAS. Revista Brasileira de Inovação Tecnológica Em Saúde - ISSN:2236-1103, 12. https://doi.org/10.18816/r-bits.v8i3.16423
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