Abstract
A avaliação pode processar-se sob a égide de duas distintas lógicas: a da classificação ou a da formação. A prevalência da primeira parece condenar os estudantes a desempenhos sofridos e sofríveis, conforme se constata nos resultados revelados por provas nacionais e internacionais. Afinal, apesar do discurso a propalar um exercício formativo, o que se nota, ainda, em termos de avaliação é a preocupação em separar o joio do trigo. A inquietação quanto às decorrências da avaliação classificatória, principalmente no que tange á motivação para a aprendizagem, orientou a delimitação do objetivo do presente estudo: mapear e analisar as implicações das concepções de avaliação vivenciadas ao longo de um curso de Licenciatura em Pedagogia relativamente à motivação da aprendizagem. A pesquisa quanti-qualitativa valeu-se de metodologia também hibrida, o estudo de caso. Os procedimentos de coleta utilizados foram: questionário e entrevista. Os dados foram analisados à luz da análise de conteúdo clássica. Os resultados parecem apontar relação entre avaliação classificatória, motivação extrínseca e abordagem superficial à aprendizagem, bem como entre avaliação formativa, motivação intrínseca e abordagem profunda à aprendizagem.
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Souza, N. A. de, & Boruchovitch, E. (2009). Avaliação da aprendizagem e motivação para aprender: tramas e entrelaços na formação de professores. ETD - Educação Temática Digital, 10, 204. https://doi.org/10.20396/etd.v10in.esp..942
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