Abstract
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma agressão traumática que gera uma lesão anatômica, como fratura de crânio ou lesão do couro cabeludo, podendo acarretar no comprometimento funcional das meninges, encéfalo ou seus vasos. Objetivou-se identificar as possíveis causas de incidência de TCE e suas implicações no Brasil em suas respectivas regiões. Foi realizado levantamento de estudos descritivos dos casos do tratamento cirúrgico de fratura do crânio com afundamento registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), datando de 1º de janeiro de 2014 a 31 de dezembro de 2018 com taxas de internação segundo as regiões do Brasil, taxa de internações por região segundo caráter de atendimento e internações por região segundo a complexidade de 2014 a 2018 com base nos registros do Sinan e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estima-se no Brasil que 150 mil mortes por ano são acarretados por causa do traumatismo crânio encefálico. As causas do TCE estão relacionadas com fatores externos, sendo os principais: acidentes automobilísticos (50%), quedas (30%), agressões físicas (20%) como ferimentos por arma de fogo e armas brancas. Os cuidados e reabilitação do TCE evoluíram substancialmente nos últimos 20 anos e a necessidade de reabilitação especializada é amplamente aceita. O procedimento cirúrgico está indicado para a remoção de hematomas que possua um abcesso de tamanho significativo podendo deslocar estruturas intracraniana, assim, elevando a pressão intracraniana (PIC). A craniotomia descompressiva (CD) é método cirúrgico utilizado para redução imediata da PIC, sendo indicada para o TCE. A prevenção continua sendo a medida mais eficaz para diminuir a incidência do trauma encefálico, isso inclui a utilização de cinto de segurança e airbags nos automóveis, assim como o uso de capacetes para os motociclistas.
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Oliveira, S. G., Spaziani, A. O., Frota, R. S., Freitas, C. J., Matos, M. V., Souza, K. S., … Medeiros, M. J. (2020). Tratamento cirurgico de traumatismo cranioencefálico com afundamento no Brasil nos anos de 2014 a 2018. Brazilian Journal of Health Review, 3(2), 1368–1383. https://doi.org/10.34119/bjhrv3n2-003
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