Abstract
A ciência da resolução de problemas espacialmente dispostos foi sendo modificada a partir de novos paradigmas, conceitos e inovações científicas em curso. A abordagem sistêmica permitiu, especialmente na Geografia, a criação de modelos como ferramentas que podem contribuir de maneira significativa para a compreensão de fenômenos terrestres e auxiliar na tomada de decisão. Modelos podem ser classificados de diversas maneiras e segundo sua abordagem. No campo da modelagem dinâmica há um grande desafio de estruturar modelos capazes de retratar a diversidade de objetos e ações que são modificados no espaço e no tempo, um grande desafio, principalmente em áreas urbanas. Neste sentido, o presente artigo busca construir uma revisão teórico-conceitual destacando a utilização de diferentes abordagens a partir dos desafios e potencialidades encontradas em sua utilização para a modelagem de espaços urbanos. A integração de diferentes interações espaciais e a necessidade de incorporá-las com a dimensão temporal é traduzida na utilização dos autômatos celulares como um procedimento capaz não só de retratar os fenômenos mais fielmente, mas também de associar respostas a curto prazo e prever quais seriam as possíveis trajetórias e resultados de intervenções propostas em cenários do tipo: e se? Analisa-se, desta forma, a utilização de autômatos celulares, sua abordagem histórica e como são incluídos hoje em sistemas de informações geográficas. Iniciativas desta natureza trazem novas perspectivas para os estudos geográficos, auxiliando na compreensão das ações que estão em curso e que poderão gerar os mais diferentes tipos de cenários.
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Viégas, V. S., Cruz, C. B. M., & Souza, E. M. F. da R. de. (2021). Autômatos celulares no contexto da modelagem dinâmica: desafios da modelagem de espaços urbanos. Geography Department University of Sao Paulo, 41, e181171. https://doi.org/10.11606/eissn.2236-2878.rdg.2021.181171
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