Abstract
Na perspectiva da Comunicação Organizacional, objetiva-se refletir sobre a tensão atualizada nos processos colaborativos, particularmente aqueles que se caracterizam por, mediante o emprego de tecnologias, dar visibilidade a conhecimento/informações dos diferentes trabalhadores no âmbito de suas organizações, bem como sobre as apropriações que essas mesmas organizações fazem daquilo que é exposto. Nessa direção, pode-se pensar em processos que potencializam o conhecimento pela colaboração dos diferentes sujeitos, mas também nos de vigilância e controle sobre tais sujeitos. Atenta-se para o fato de que as organizações, como lugar de realização dos sujeitos, nesses mesmos processos, constituem-se, por um lado, como possibilidade de exposição qualificada desses sujeitos, gerando reconhecimento/prazer, e, por outro, de exposição desqualificada, gerando sofrimento (DEJOURS, 1996; 1999). Para o estudo emprega-se o Paradigma da Complexidade e a comunicação organizacional é compreendida como “processo de construção e disputa de sentidos no âmbito das relações organizacionais” (AUTOR, 2014).
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Baldissera, R. (2014). Comunicação organizacional, tecnologias e vigilância: entre a realização e o sofrimento. E-Compós, 17(2). https://doi.org/10.30962/ec.v17i2.1043
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