Abstract
Os minerais da série da crandallita têm fórmula geral A Al3(P0(4)) (P0(3)0H) (OH)6, onde A são cátions grandes como Na+, K+, Ca2+, Pb2+, Ba2+, Sr2+, ETR3+, e outros, em coordenação 12, podendo apresentar diversas substituições catiônicas e aniônicas. Formam-se comumente durante o intemperismo sobre diversos materiais originais com disponibilidade em P. De grande estabilidade no ambiente superficial, podem ocorrer também em depósitos detríticos. Estes minerais têm sido mencionados como uma das principais fontes de P em solos e o reconhecimento de sua ampla distribuição também em ambientes sedimentares marinhos tem crescido, modificando as idéias mais antigas sobre as quantidades de P nesta etapa de seu ciclo. Os fosfatos crandallíticos são geralmente considerados prejudiciais ao aproveitamento dos minérios apatíticos aos quais se associam. No Brasil não são considerados como fonte de fósforo para fertilizantes, embora haja registro desta aplicação em outros países. Por outro lado, sua estrutura aberta bem como a alta estabilidade e relativa abundância nas formações superficiais podem representar argumentos suficientes para a busca de aplicações em diferentes setores. Esta revisão apresenta uma síntese da bibliografia a respeito dos aspectos mineralógicos, geoquímicos, cristaloquímicos e genéticos dos minerais desta série.
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Toledo, M. C. M. de. (1999). Os fosfatos aluminosos da série da crandallita: uma revisão. Revista Do Instituto Geológico, 20(1–2), 49–63. https://doi.org/10.5935/0100-929x.19990005
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