Abstract
O corredor ecológico é uma estratégia voltada a conexão de remanescentes florestais, que busca reduzir os efeitos do processo de fragmentação florestal. No Brasil, a adoção dessa estratégia de conservação é recente, embora já existam alguns projetos criados e geridos pelo poder público, considerando os principais biomas do país. O presente artigo objetiva analisar os grandes projetos institucionais para criação de corredores ecológicos no Brasil, a partir da avaliação dos critérios utilizados para definição das áreas potenciais para implantação dos mesmos, com ênfase no bioma Mata Atlântica. A análise pautou-se no estudo sobre os projetos institucionais voltados a implantação de corredores ecológicos no país, a fim de investigar de que forma os corredores ecológicos estão sendo discutidos pelo poder público, e indicar quais são as possíveis fragilidades e potencialidades dos projetos supracitados. Verifica-se que foco desses projetos está mais voltado a seleção de áreas potenciais para conservação do que para indicar possibilidades de conexão entre fragmentos florestais. Verificou-se que os critérios utilizados pelos projetos institucionais são importantes para indicar áreas prioritárias para conservação, mas sua contribuição é insuficiente no que tange à conexão dessas áreas, pois não elucidam satisfatoriamente como a conectividade entre as mesmas deve ser estabelecida.
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Pereira, V. H. C., & Cestaro, L. A. (2016). CORREDORES ECOLÓGICOS NO BRASIL: AVALIAÇÃO SOBRE OS PRINCIPAIS CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA DEFINIÇÃO DE ÁREAS POTENCIAIS. Caminhos de Geografia, 17(58), 16–33. https://doi.org/10.14393/rcg175802
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