Abstract
O presente artigo apresenta reflexões críticas acerca do planejamento do turismo de base comunitária, a partir do debate teórico dos conceitos, aplicações e sentidos do planejamento no Brasil. Para tanto, parte de algumas questões norteadoras, a saber: Quais os sentidos da participação social? Quais conhecimentossaberes se espera construir com o planejamento do turismo com as (e pelas) comunidades? Qual o papel do bacharel em turismo no planejamento do turismo de base comunitária? Acredita-se que a acepção do planejamento do turismo de base comunitária no Brasil necessita ser debatida à luz da teoria da participação social, do desenvolvimento comunitário, assim como do planejamento participativo. Essas perspectivas permitem maior clareza e leitura crítica dos processos de intervenção nos territórios ditos comunitários, o que suscita a reflexão dos limites e potencialidades da conotação da participação social. O que se pode pensar é que a política pública de turismo não legitima os sentidos genuínos da participação social. O debate teórico encaminha argumentos sobre os riscos da reprodução da lógica convencional em contextos comunitários e que incentive a autonomia nas chamadas comunidades.
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Almeida, F. A. B., & Castro, J. F. de. (2018). Planejamento do turismo de base comunitária: perspectivas críticas. Caderno Virtual de Turismo, 17(3). https://doi.org/10.18472/cvt.17n3.2017.1161
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