Abstract
Sokal e Bricmont, em debates recentes conhecidos como as "guerras da cultura", criticaram o que chamaram de "fraude intelectual" promovida por cientistas sociais/filósofos/críticos literários que se referem a temas científicos para defender posições relativistas. Um exemplo paradigmático de "fraude intelectual" seria a afirmação de que o número pi (p) é uma construção social. A partir da discussão desse exemplo, defendo um ponto de vista alternativo, baseado no que chamo de versão moderada do relativismo. Essa versão repousa sobre a noção de que é sempre possível a tradução entre ontologias distintas, o que garante a intersubjetividade e, conseqüentemente, a objetividade. Finalmente, argumento contra o intento de Sokal e Bricmont de impor regras ao uso adequado de metáforas no discurso das ciências humanas.
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Almeida, M. W. B. de. (1999). Guerras culturais e relativismo cultural. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 14(41). https://doi.org/10.1590/s0102-69091999000300001
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