Abstract
Esta pesquisa-intervenção parte dos seguintes questionamentos: “O que o professor de educação infantil entende por daltonismo?”, “Os docentes reconhecem a necessidade de formação continuada para a contextualização e reflexão das práticas pedagógicas inclusivas, a fim de atenderem crianças daltônicas?”, “É possível planejar um trabalho de rastreio e inclusão dessas crianças na educação infantil?”. O objetivo neste estudo foi sensibilizar os professores para que possam entender as dificuldades enfrentadas pela criança daltônica. O universo da pesquisa foi composto por um Centro de Educação Infantil (CEI), que atende crianças de zero a três anos e 11 meses, e uma Escola de Educação Infantil (Emei), que recebe crianças de quatro a cinco anos e 11 meses, ambas localizadas no município de São Paulo. Os sujeitos foram 22 professoras, 2 coordenadoras pedagógicas, 2 diretoras, 2 agentes de apoio e 2 auxiliares técnicos de educação (ATE). A metodologia utilizada foi a de cunho qualitativo, do tipo intervenção pautada na pesquisa-ação, e os instrumentos de coleta de dados foram: observação da vivência durante o uso dos brinquedos, depoimento escrito e entrevista. A pesquisa se fundamentou nos seguintes autores: Mantoan, Santos, Farina e Oliveira. Os resultados indicam que os profissionais de educação infantil participantes da pesquisa não têm clareza sobre o que é daltonismo, como se constitui geneticamente, quais dificuldades uma criança daltônica enfrenta dentro dos espaços escolares e como planejar um trabalho pedagógico inclusivo diante da presença de uma criança daltônica em sala.
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Henriques, K. M. T. C., & Abões Vercelli, L. D. C. (2019). A Interdisciplinaridade na Gestão da Saúde e Educação: A Sensibilização dos Professores da Primeira Infância para o Daltonismo. Revista de Gestão Em Sistemas de Saúde, 8(1), 36–53. https://doi.org/10.5585/rgss.v8i1.13677
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