Abstract
O objetivo do trabalho é aproximar essas duas visões no que tange, da parte de Jonas, à pergunta sobre os riscos e ameaças trazidos pelo poder tecnológico e, da parte de Feenberg, à pergunta sobre os interesses fundantes da técnica e, mais especificamente, ao problema da tecnocracia. Como saída possível, Feenberg fala em “democratização” da tecnologia e Jonas, da “humanização da técnica”, uma proposta que, ao nosso ver, mantém fortes vínculos com o projeto de “democratização” de Feenberg, ainda que Jonas tenha insistido mais nos riscos e nas ameaças quando da realização do diagnóstico, dando preferência ao prognóstico negativo (heurística do temor), algo que Feenberg parece evitar, a fim de formular um pensamento que sintetize benefícios e riscos, utilizando-se, para isso, das pesquisas empíricas no campo da tecnologia (principalmente a de comunicação) às quais Jonas deu pouca relevância, em nome de um maior interesse nas pesquisas da biotecnologia.
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Oliveira, J. R. de. (2013). Democratizar e humanizar a tecnologia: Andrew Feenberg e Hans Jonas. Revista Tecnologia e Sociedade, 9(18). https://doi.org/10.3895/rts.v9n18.2631
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