Abstract
As comunidades de Porto do Mato, Ribuleirinha e Manoel Dias, no município de Estância/SE, desenvolvem tradicionalmente a atividade extrativista em áreas de restingas e manguezais, cujo modo de vida está assentado em práticas que envolvem predominantemente a catação de mangaba e a pesca do marisco. Nesta perspectiva, o presente trabalho tem por objetivo principal compreender o papel das mulheres marisqueiras e mangabeiras em comunidades costeiras de Sergipe, suas relações com o meio e os principais desafios uma vez que estes se encontram em constantes ameaças impostas pelos vetores do capital, que comprometem diretamente a existência da atividade extrativista e integridade da comunidade tradicional. Tratando-se de um estudo de caso, a pesquisa reúne como ferramentas metodológicas à pesquisa bibliográfica e documental, além da observação direta. Os resultados demonstram que o avanço dos grandes empreendimentos imobiliários promoveu fortes transformações no contexto paisagístico local. Tal mudança também gerou impactos negativos em relação ao meio ambiente, provocando uma grande pressão sobre o ecossistema de manguezal da localidade, o que afeta diretamente a pesca do marisco. Dessa forma, a inserção de novas atividades em qualquer um desses ambientes pode interferir no desenvolvimento da pesca artesanal, constitui-se enquanto ameaças a existência e preservação desses territórios. Palavras- Chave: Marisqueiras; Mangabeiras; Estância; Sergipe.
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Guimarães de Andrade, L., Maciel, C. A. A., & Pontes, E. T. M. (2021). AS MULHERES MARISQUEIRAS E MANGABEIRAS: UMA EXPERIÊNCIA DO LITORAL SUL DE SERGIPE. Revista GeoSertões, 6(11), 30. https://doi.org/10.56814/geosertoes.v6i11.1564
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