Abstract
Seja por fontes endógenas ou exógenas, terapêuticas ou espontâneas, o dano ao DNA celular está presente a todo o momento, demanda uma resposta de reparo com enzimas específicas e, eventualmente, gera processos neoplásicos. No tratamento do câncer, os benefícios da radioterapia e terapia radiomimética precisam ser balanceados com os riscos de indução de outras mutações. Estima-se que o risco de um indivíduo desenvolver neoplasias secundárias chega a 5% em indivíduos submetidos à radioterapia. Nesse estudo, foi realizada uma revisão na base de dados bibliográficos Pubmed, SciELO, e Lilacs utilizando-se três descritores de assunto: dano ao DNA, radiação ionizante, e reparo do DNA entre 2002 e 2014 e foram selecionados 22 artigos. Resultados: com base nas cascatas de reparo ao dano ao DNA, foi analisado o comportamento cinético das proteínas de reparo estudadas in vitro ATM, BRCA1, p53, histona H2AX, MC1 e 53BP1. As proteínas ATM e MDC1 foram descritas com período breve de platô em relação às demais e, no caso de ATM, há dois períodos de variação da concentração. Conclusão: com um período prolongado de platô, mostra-se promissor o estudo in vivo das proteínas p53, 53BP1, BRCA1 e H2AX para a dosagem indireta dos danos causados pela radioterapia.
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Gaubeur, M. A., Moura, E. I. de, & Chammas, R. (2015). Marcadores radiométricos de dano ao DNA: possíveis alvos e estado atual. Revista de Medicina, 94(1), 46. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v94i1p46-56
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