Abstract
Mulheres grávidas vivenciam situações nem sempre positivas que, por vezes, são marcadas por violações de seus direitos sexuais e reprodutivos. O objetivo deste trabalho foi identificar situações de violência obstétrica (VO) a partir de vivências de mulheres em trabalho de parto, parto e puerpério. O método utilizado foi à pesquisa descritiva, exploratória de abordagem qualitativa, realizada em maternidades públicas, nas cidades de Petrolina, Pernambuco e Juazeiro, Bahia. Os dados foram coletados através de entrevista semiestruturada e analisados conforme a técnica de Análise de Conteúdo Temático. Foram identificadas situações de VO em que se pode observar problemas organizacionais como reflexo do abuso e desrespeito das instituições, como demora no atendimento, restrição alimentar, problemas de infraestrutura e peregrinação. Além disso, as experiências vivenciadas foram permeadas por entraves na humanização da assistência, em que foi violado o direito das mulheres a uma assistência de qualidade e humanizada. Pode-se perceber também o não reconhecimento da VO pelas parturientes. Conclui-se que é notória a necessidade de estabelecimento de novas práticas nessas instituições com estratégias de reestruturação do atendimento para melhoria na assistência materno-infantil frente ao combate a violência obstétrica.
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Nunes, G. F. O., Matos, K. K. C., Melo, D. E. B., Viana, L. S. S., & Espínola, M. M. M. (2020). Violência obstétrica na visão de mulheres no parto e puerpério. Biológicas & Saúde, 10(35), 12–29. https://doi.org/10.25242/8868103520202086
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