As tramas da des(re)territorialização camponesa: a reinvenção do território veredeiro no entorno do Parque Nacional Grande Sertão-Veredas, Norte de Minas Gerais

  • Martins G
  • Cleps Junior J
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A natureza da criação e destruição de territórios tem pelos menos duas faces, uma que envolve sujeitos historicamente interligados a experiência total do espaço, portanto, um processo de apropriação simbólica e funcional, e outra ligada às lógicas (agentes) dominantes, os da territorialização sem a efetiva territorialidade. São estes dois processos, (movimentos) que propomos a entender com este texto. Nele versamos sobre o encontro - desencontros - dos veredeiros, população rural dos gerais do Norte de Minas Gerais, com os agentes da modernização do território, os agentes do agronegócio e ambientalistas. A pesquisa foi desenvolvida no Projeto de Assentamento São Francisco no município de Formoso- MG. Tal projeto de assentamento foi criado essencialmente para receber os veredeiros atingidos pela Unidade de Conservação PARMA GSV. No final, a pesquisa demonstra que este encontro cria a expropriação em nível material, a terra de trabalho e os recursos naturais essenciais à sobrevivência, e também nas representações de território, a supressão das ligações históricas entre homem-natureza e a quebra das solidariedades entre os próprios homens. Isto porque lógicas distintas de apropriação e produção do território são colocadas sobre um mesmo plano.

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Martins, G. I., & Cleps Junior, J. (2012). As tramas da des(re)territorialização camponesa: a reinvenção do território veredeiro no entorno do Parque Nacional Grande Sertão-Veredas, Norte de Minas Gerais. Revista Campo-Território, 7(13 Fev.), 134–168. https://doi.org/10.14393/rct71313731

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