Abstract
Este trabalho teve origem em um dos capítulos da dissertação de Mestrado, defendida no início de 2020. Cujo objetivo foi explicitar, com base em uma abordagem de pesquisa bibliográfica e crítica, a construção do termo intercultural e sua importância para uma educação crítica e decolonial. Tendo em vista a seguinte problemática: diante das diversas discussões sobre a diversidade cultural, a formação inicial do professor pode favorecer a valorização dos mais diversos conhecimentos culturais? Consideramos que, a despeito das discussões em torno da diversidade cultural, as culturas diversas ainda vivenciam desafios em relação ao reconhecimento e ao respeito às suas diferenças e especificidades. Para que ocorra a construção crítica da realidade, é mister que tenhamos uma educação pautada na valorização da cultura, partindo, a priori, da decolonização do conhecimento, na perspectiva da interculturalidade crítica, enquanto um projeto contra hegemônico. Assim sendo, aponta-se nas conclusões a necessidade de decolonizarmos o conhecimento no ambiente acadêmico, no Ensino Superior, especificamente na formação inicial de professores, a fim de que estes possam construir uma prática docente que contribua para um ensino crítico e emancipador em relação as questões culturais de diversidade. O que implica, que nessa construção a interculturalidade crítica se tem demonstrado como possibilidade para promover a emancipação crítica do indivíduo, por ser uma proposta de educação política, envolvendo uma concepção de ensino que possa contribuir para a transformação social, o que pode repercutir em uma sociedade com menos desigualdades e preconceitos.
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Ramos, K. L., Nogueira, E. M. L., & Franco, Z. G. E. (2020). A interculturalidade crítica como alternativa para uma educação crítica e decolonial. EccoS – Revista Científica, (54), e17339. https://doi.org/10.5585/eccos.n54.17339
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