Abstract
A questão das diferenças tem se apresentado como uma temática central nas discussões pedagógicas atuais. Esse debate se amplia nas escolas mediante a definição da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008). O objetivo desse artigo é problematizar o enredamento que se dá entre o processo de inclusão escolar e a questão das diferenças nas práticas dos professores de uma escola pública de educação básica. Discute-se como a escola, embora sendo uma instituição normativa, pode desenvolver uma educação em que as diferenças possam existir e não sejam consideradas como um ‘problema’ de ordem pedagógica e social, como frequentemente constatamos. A metodologia consiste em uma pesquisa qualitativa que desenvolve um estudo de caráter descritivo analítico sobre os processos de inclusão escolar, a partir de referenciais foucaultianos. Para o levantamento de dados, utiliza-se a pesquisa documental e a observação participante em momentos de planejamento e de formação pedagógica dos professores dessa escola. A análise dos dados foi realizada segundo a problematização de duas categorias: a inclusão que normaliza e conduz o outro ao mesmo; e a inclusão que promove um encontro com o outro. Os resultados apontaram que a inclusão escolar está proporcionando um encontro com o outro que efetiva, tanto processos de normalização que anulam as diferenças e conduzem à mesmidade, quanto processos que produzem experiências nos sujeitos, levando-os a reconhecer o outro como diferença que não depende do consentimento do eu para existir.
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Rigo, N. M. (2019). Inclusão escolar. ETD - Educação Temática Digital, 21(2), 495–512. https://doi.org/10.20396/etd.v21i2.8651501
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