Abstract
No presente trabalho foi construído e modelado um destilador solar de água. O equipamento foi instalado no Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia (16°40’S 49°15’W). A escolha do destilador solar se deve à alta incidência de irradiação solar no Brasil. Com os dados de irradiação solar e usando o modelo ambiental foi determinado que 20º seria o melhor ângulo para a inclinação da cobertura do equipamento. Além disso, usando os dados de temperatura da água e da cobertura de hora em hora das 7 às 18, e o balanço de energia, proposto por Dunkle em 1961, foram calculados os coeficientes de transferência de calor, as taxas de transferência de calor e de massa e a eficiência do destilador para a cidade de Goiânia. Os resultados obtidos permitiram concluir que o coeficiente de transferência de calor de evaporação e sua taxa correspondente foram maiores do que os respectivos de convecção, a produção de água destilada no inverno e no verão foram de 0,31 e 1,51 kgm-2dia-1, respectivamente e a eficiência do destilador foi de 5,4% no inverno e 41,33% no verão. A água obtida atende aos parâmetros da Farmacopeia Brasileira e pode ser usada nos laboratórios químicos em substituição à obtida nos destiladores elétricos.
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Damasceno, C. T., Jordão, G. R., & Pérez, C. N. (2017). Simulação de uma Unidade Piloto de Destilação de Água para uso em Laboratórios Químicos Empregando Energia Solar. Revista Processos Químicos, 11(22), 11–24. https://doi.org/10.19142/rpq.v11i22.402
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