Abstract
Até à década de 70, a separação/divórcio conjugal era preponderantemente analisada do ponto de vista moral e jurídico e conceptualizada como um acontecimento com consequências muito negativas para o desenvolvimento dos filhos do casal. Desde essa altura, progressivamente, abordagens menos lineares e disciplinarmente mais integradoras, têm oferecido uma perspectiva sobre o divórcio como um processo complexo, que envolve várias componentes (psicológicas, legais, económicas, parentais e sociais) e que exige adaptações familiares e individuais diversas, aos pais e aos filhos. Esta nova perspectiva implica uma atenção à diversidade de trajectórias desenvolvimentais e um foco nos mecanismos e processos responsáveis por essas diferenças. Este trabalho tem como tarefa caracterizar a adaptação (avaliada através do ajustamento emocional e académico) de crianças filhas de pais divorciados, comparando-a com a apresentada por crianças pertencentes a famílias intactas. A amostra da investigação, constituída por 426 crianças do 3º e 4º ano do 1º ciclo, os seus pais e professores, foi recolhida em várias escolas públicas e privadas das regiões Norte, Centro e Sul de Portugal.DOI: http://dx.doi.org/10.17575/rpsicol.v23i1.315
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Homem, T. C., Canavarro, M. C., & Pereira, A. I. L. de F. (2014). Factores protectores e de vulnerabilidade na adaptação emocional e académica dos filhos ao divórcio dos pais. PSICOLOGIA, 23(1), 7. https://doi.org/10.17575/rpsicol.v23i1.315
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