Abstract
A crise ambiental obriga os cristãos a repensar a visão tradicional da criação, porque vários ecologistas responsabilizam essa visão pela destruição do meio ambiente. Compreender a criação a partir da teoria do jogo pode ser um caminho epistemológico para esse repensar. A doutrina tradicional da criação assumiu, para explicação da origem do mundo, a forma calculista e controladora da ciência moderna. Essa é a causa do conflito entre criacionistas e evolucionistas. O modelo do jogo introduz o risco, a inventividade e a imprevisibilidade na criação, abrindo espaço para a liberdade e a graça. Significa pensar o ato de criar no contexto relacional, permitindo resgatar a ação da Trindade como nova criação e, principalmente, a visão de uma criação contínua. Abre também perspectivas para reconsiderar a compreensão sobre o papel do ser humano na criação e redescobrir o sentido ecológico do descanso sabático. A teologia da criação, proposta por Moltmann, é um modelo adequado para essa revisão.
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Junges, J. R. (2017). REPENSAR A VISÃO CRIACIONISTA: cristianismo e ecologia. Revista Pistis Praxis, 1(2), 355. https://doi.org/10.7213/pp.v1i2.10681
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