Abstract
A entrevista que se segue teve como ponto de partida minha tese de doutorado em Psicologia Clínica, defendida em 2007, intitulada Gênero, psicanálise e Judith Butler – do transexualismo à política. Logo após a defesa da tese, participei do II Congresso Internacional de Filosofia da Psicanálise, no Brasil, onde conheci a filósofa e psicanalista francesa Monique David-Ménard, do Centre d’Études du Vivant, da Universidade Paris-Diderot. Ela me convidou para assistir a algumas aulas de seu seminário em Paris no ano seguinte, que contariam com a presença de Judith Butler. O tema do seminário do ano 2007-2008 era “Agenciamentos (deleuzianos), dispositivos (foucaultianos) e performativos (butlerianos)”. Butler havia proposto a Monique David-Ménard participar como colaboradora das aulas que tratariam sobre o “performativo”. A proposta do seminário era pensar de que maneira as noções de agenciamento, dispositivo e performativo ajudam a definir os componentes do espaço da transferência como um espaço que recolhe e transforma a “vida da alma”. Foram quatro aulas com a participação de Judith Butler, no mês de junho. A entrevista se deu no dia 24 de junho de 2008, no Café Beaubourg, ao lado do Centro Georges Pompidou, em Paris.
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Knudsen, P. P. P. da S. (2010). Conversando sobre psicanálise: entrevista com Judith Butler. Revista Estudos Feministas, 18(1), 161–170. https://doi.org/10.1590/s0104-026x2010000100009
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