Abstract
O artigo tem por objetivo construir uma análise crítica das explicações da teoria da escolha racional nas ciências sociais. O argumento consiste em quatro partes. Primeiro, os teóricos da escolha racional não conseguem reconhecer completamente a diferença entre uma pessoa agindo como se fosse racional e uma pessoa agindo movida pela racionalidade. Em segundo lugar, embora a maioria desses teóricos aceite que a racionalidade está algumas vezes incorporada ao conhecimento prático das pessoas, no momento da apresentação de seus resultados estes mesmos pesquisadores acabam por invocar propósitos ou objetivos. Além disto, uma vez aceita a possibilidade de conhecimento prático, não fica claro em que medida a teoria é distinta de outras teorias rivais. Terceiro, é possível reconstruir qualquer tipo de ação em termos de uma narrativa racional, e portanto não fica claro quais formas de ação são possíveis falsificadoras da teoria. Em quarto lugar, os teóricos da escolha racional assumem erroneamente que a racionalidade não muda culturalmente.
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Baert, P. (1997). Algumas limitações das explicações da escolha racional na Ciência Política e na Sociologia. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 12(35). https://doi.org/10.1590/s0102-69091997000300005
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