Abstract
O campo da terapia familiar pode ser dividido, de uma maneira geral, em terapia familiar sistêmica e terapia familiar psicanalítica. Esta divisão é, muitas vezes, tomada rigidamente por alguns autores puristas de cada uma destas abordagens, o que acaba por prejudicar a produção teórica na área e os desenvolvimentos técnicos dela decorrentes. Criam-se assim impasses teórico-práticos a partir de uma polêmica que pode ser muitas vezes considerada falsa. Após mais de vinte anos de trabalho clínico e de pesquisa com famílias e casais, marcados em alguns momentos por influências predominantemente sistêmicas (Féres-Carneiro,1983) e em outros, por influências predominantemente psicanalíticas (Féres-Carneiro, 1994), temos buscado, nos últimos anos, refletir sobre as possibilidades de articular, tanto no campo teorico, quanto prático, as contribuições destes dois enfoques na área da terapia familiar e de casal (Féres-Carneiro, 1989). Para chegarmos a nossa proposta de articulação dos diferentes enfoques, consideramos importante percorrer os caminhos do surgimento e da organização do campo das terapias de família.
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Carneiro, T. F. (1996). Terapia familiar: das divergências às possibilidades de articulação dos diferentes enfoques. Psicologia: Ciência e Profissão, 16(1), 38–42. Retrieved from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931996000100007&lng=pt&tlng=pt
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