Abstract
O feminismo, na perspectiva de movimento social emancipatório, afirmou a igualdade e a liberdade para as mulheres, para que estas superassem as múltiplas opressões e explorações patriarcal-capitalistas que demarcam a sua experiência como ser social. Para tanto, reivindicava a responsabilização do Estado. Nesse sentido, imperava a necessidade de ir para além das políticas públicas, sem, no entanto, desconsiderar a sua importância para conquistar melhores condições de vida. Na atualidade, porém, o feminismo vem recuando progressivamente nesta perspectiva emancipatória, devido, especialmente, ao seu processo de institucionalização em ONGs. Assim, analisaremos a relação entre feminismo e Estado na reivindicação por políticas públicas, destacando os principais limites e desafios para o movimento na contemporaneidade neoliberal.
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Cisne, M., & Gurgel, T. (2009). Feminismo, Estado e políticas públicas: SER Social, 10(22), 69–96. https://doi.org/10.26512/ser_social.v10i22.12960
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